Ovário policístico: O que é, como identificar e tratar

Ovário policístico: O que é, como identificar e tratar

Ao longo da vida das mulheres ocorrem diversos períodos de mudanças hormonais. Estas mudanças podem causar problemas em algumas delas e estas condições são definidas basicamente por fatores genéticos.

A síndrome do ovário policístico está entre estes possíveis problemas na idade reprodutiva feminina, causando alguns sintomas desagradáveis, mas que podem ser facilmente controlados com o adequado tratamento e acompanhamento médico.

Neste artigo, iremos mostrar o que é o ovário policístico e como descobrir se você tem esta síndrome.

O que é a síndrome do ovário policístico?

A chamada síndrome do ovário policístico foi inicialmente identificada na década de 30, sendo uma patologia comum nas mulheres em idade reprodutiva, afetando entre 6% e 10% delas. Ela é caracterizada por diversos sintomas como a presença de acne, seborreia, irregularidade menstrual, excesso de peso, resistência à insulina e hiperinsulinemia, e cistos ovarianos.

A síndrome do ovário policístico apresenta diversas complicações reprodutivas e metabólicas que devem identificadas e tratadas o mais cedo possível, pois aumentam o risco de infertilidade, entre outras complicações.

Ovário policístico, como descobrir se você tem?

O diagnóstico pode ser feito através de ultrassonografia, devendo-se identificar a presença de hiperandrogenismo, anovulação crônica e ovários policísticos. Outras condições também podem apresentar estes sintomas, portanto, é também importante se realizar um diagnóstico diferencial.

Outra forma utilizada para a confirmação do ovário policístico é a realização de exames laboratoriais para detectar o excesso de andrógenos, tais como a testosterona livre, que causa o hiperandrogenismo.

Como tratar o ovário policístico?

O tratamento visa reduzir os sintomas produzidos pela presença do ovário policístico que são as características de hiperandrogenismo, como a restauração dos ciclos ovulatórios de maneira regular e o controle dos traços da síndrome metabólica.

A escolha do tratamento mais adequado dependerá da gravidade da síndrome e da intensidade dos sintomas, assim como também dependerá dos objetivos específicos, sempre devendo ser consideradas as consequências em longo prazo. Para tanto, é preciso uma avaliação e um diagnóstico completo por parte de um profissional da saúde e que seja especializado na área de ginecologia.

Os tratamentos mais indicados são os tratamentos hormonais. A combinação estrógeno-progesterona, com o uso de anticoncepcionais, continua sendo uma das mais utilizadas e mais indicadas pelos profissionais da saúde, sendo a principal opção para as mulheres que desejam tratar os sintomas de hiperandrogenismo, mas que não estejam pensando em engravidar.

Além dos tratamentos médicos, é sempre indicada a mudança de estilo de vida. A prática de atividades físicas em conjunto com uma alimentação saudável e balanceada irá ajudar na redução do peso em excesso, minimizando bastante os sintomas causados pelo ovário policístico, já que contribui para o controle e até mesmo a redução dos níveis de andrógenos e também contribui para a melhora da função ovariana.

Conclusão

A síndrome do ovário policístico é um problema bastante comum entre as mulheres na idade reprodutiva, mas que causa diversos sintomas que podem afetar a qualidade de vida e também a autoestima das pacientes. É muito simples descobrir se você tem o problema e os tratamentos também são fáceis de fazer.

Continue conosco nos próximos artigos e deixe aqui seus comentários ou dúvidas. Até mais.

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