Remédios que as grávidas não devem tomar: Descubra quais são eles!

Remédios que as grávidas não devem tomar: Descubra quais são eles!

Todo mundo sabe que a automedicação (tomar remédios sem a indicação médica) é perigoso e pode oferecer riscos à saúde, e durante a gravidez o cuidado com os remédios deve ser ainda maior, já que existem várias substâncias que podem provocar contrações uterinas, aborto espontâneo, mal formação fetal e várias outras reações adversas, como enjoos, arritmia cardíaca, redução na produção do leite materno, entre outros.

A gravidez é um período tão delicado que as grávidas não devem tomar nem mesmo chás naturais sem indicação médica, para evitar danos à sua saúde e à saúde do bebê, e o ideal é que todo problema, dor ou mal estar seja relatado ao seu médico obstetra de confiança para que ele indique o melhor tratamento e acompanhe de perto os efeitos e reações que podem acontecer.

Veja a seguir a lista que fizemos com os remédios que as grávidas não devem tomar, mas lembre-se que a palavra do seu médico é o que vale!

Remédios que as grávidas não devem tomar

Mesmo que você sempre tenha dores de cabeça e esteja acostumada a tomar um remédio específico, durante a gravidez esse mesmo remédio pode não ser indicado para você, então, voltamos a dizer que a automedicação é muito perigosa e que as grávidas não devem tomar nenhum remédio por conta própria, para não colocar a sua saúde e a vida do seu bebê em risco. São eles:

  • Metotrexato (antineoplásico, usado no tratamento do câncer);
  • Minociclina (antibiótico);
  • Misoprostol (antiulceroso);
  • Atorvastatina;
  • Sinvastatina;
  • Varfarina;
  • Finasterida;
  • Ribavirina (antiviral);
  • Talidomida (hanseniostático/hipnótico);
  • Tetraciclina (antibiótico).
  • Esses medicamentos são classificados como risco D ou X e oferecem um risco elevado de mal formação fetal e aborto. Vamos falar sobre a classificação de risco dos remédios a seguir.

Remédios que as grávidas só devem tomar com indicação médica

Além da lista de remédios que são completamente proibidos, existem alguns remédios que podem oferecer alguns riscos em alguns casos específicos, e por isso, podem ser indicados em alguns casos e ser contra-indicados em outros. São eles:

  • Amoxicilina;
  • Ampicilina;
  • Buscoduo;
  • Buscopam Plus;
  • Benzetacil;
  • Captopril;
  • Cataflan;
  • Cefalexina;
  • Cetirizina (levocetirizina);
  • Ciprofloxacino (nos primeiros 3 meses de gravidez);
  • Corticoides;
  • Diclofenaco;
  • Enalapril;
  • Metoclopramida;
  • Metronidazol (depois dos 3 meses);
  • Paracetamol (Tylenol).
  • Propranolol;
  • Omeprazol.

Esses medicamentos podem ser receitados em casos de problemas sérios, mesmo que o médico saiba dos riscos que eles oferecem, porque são remédios classificados como sendo de risco B e C, como falaremos a seguir.

remedios que as gravidas não devem consumir

Classificação de risco dos remédios

Além de olhar a parte da bula que fala das contra-indicações do remédio, vale observar a sua classificação de risco, pois segundo a FDA (Food and Drug Administration, uma agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos), os medicamentos classificados como risco D ou X são proibidos durante a gravidez porque podem causar mal formação fetal ou aborto.

Os medicamentos classificados como sendo de risco B e C são desaconselhados durante a gravidez porque nunca foram testados em mulheres grávidas, e portanto, não se sabe as reações que podem causar. O paracetamol, considerado o analgésico mais seguro para utilização de grávidas, é da classe B.

Dessa forma, somente os medicamentos com risco A podem ser usados durante a gravidez, mas ainda assim, apenas mediante orientação do médico obstetra.

Cuidados que a grávida deve ter antes de tomar remédios

Para evitar riscos e complicações durante a gravidez, recomendamos que as grávidas tomem os seguintes cuidados antes de tomar remédios:

  1. Não se automedicar e só tomar os remédios indicados pelo seu médico ginecologista ou obstetra;
  2. Evitar tomar remédios até a oitava semana de gestação, que é o período mais crítico para o feto; e
  3. Ler a bula para verificar a classificação de risco, os efeitos colaterais e contra-indicações.

E lembre-se: Em caso de dúvida, sempre procure ajuda do seu médico.

Remédios de uso contínuo durante a gravidez

As grávidas que têm alguma doença crônica e fazem uso de medicação contínua (como no caso de hipertensão e distúrbio na tireoide, por exemplo) não devem suspender o remédio nem alterar a dosagem sem consultar o médico antes.

Não tomar os remédios e deixar de tratar algumas doenças pode ser mais perigoso para a mãe e para o bebê do que o próprio remédio, e por isso apenas o médico pode definir quais as vantagens e riscos de parar ou continuar.

 

 

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Add Comment