Dieta da proteína

Dieta da proteína

Quem tem em mente o objetivo de ganhar massa muscular, seja para ter um corpo todo durinho e sem flacidez ou ter músculos cada vez maiores, sabe da necessidade de possuir um consumo calórico maior que o gasto. Além disso, já quase senso comum que o consumo de uma dieta baseada em proteínas de qualidade é essencial para quem realiza exercícios de alto impacto.

Durante os exercícios, como se diminuem as repetições, mas se aumenta o vigor da atividade, ocorrem microlesões nos músculos trabalhados. Uma alimentação rica em proteínas existe justamente para ajudar o corpo a reparar essas microlesões, promovendo crescimento muscular.

Entretanto, para quem quer perder peso, a chamada dieta da proteína, ou dieta Atkins, tem ficado cada vez mais famosa. É um método rápido e prático de emagrecimento, que não exige exercícios, e é dividida em três etapas. Na primeira etapa, que é a mais difícil, é quando se corta todo tipo de carboidrato da alimentação, por cerca de 3 a 5 dias. Na segunda etapa, os carboidratos voltam a ser inseridos na alimentação, mas em porções menores. Já na última e terceira etapa, todos os alimentos são liberados, desde que consumidos moderadamente, e deve se manter um cardápio de 1.500 calorias.

A dieta criada pelo Dr. Atkins ganhou uma releitura moderna feita por médicos brasileiros, já que a falta de consumo de carboidratos causa cetose, a transformação de células de gordura em energia, já que não há fonte de glicogênio no corpo, gerando os chamados corpos cetônicos. Isso causa desânimo, tonturas e mesmo que haja consumo da gordura corporal, é a um custo alto. Essa nova dieta busca a diminuição de carboidratos, que na do Dr. Atkins são totalmente eliminados, e corte das gorduras, que são liberadas indiscriminadamente.

A aposta é na proteína de alto valor biológico: ovo (principalmente a clara), leite e seus derivados e até whey protein, o suplemento alimentar à base de proteína extraída do leite, pois mesmo as carnes magras como frango possuem algum teor de colesterol e gordura, que podem ser evitados com o consumo do suplemento. A resposta para esse consumo todo de proteína é simples: o corpo pode gastar até 30% mais energia na digestão de proteínas do que de outros nutrientes, como o processamento de carboidratos e gorduras. Isso faz com que o gasto calórico seja bem mais alto que a ingestão, trazendo o emagrecimento. Além disso, as proteínas contribuem para a sensação de saciedade, dão firmeza à pele e ajudam a manter e aumentar a massa magra quando são feitos exercícios de alto impacto.

 Não podemos deixar de dizer que dietas excessivamente restritivas podem acabar voltando-se contra quem as pratica. Por falta de alguns nutrientes, o corpo entra em compulsão alimentar, tentando reaver o que não conseguia consumir ou que perdeu. Por isso, mais do que experimentar dietas muito complicadas, o ideal é optar por uma dieta rica em vegetais, frutas e alimentos integrais; além da prática regular de exercício, que trarão não só o emagrecimento momentâneo, mas definitivo.

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