Barriga Negativa

Barriga Negativa

Moda recente entre mulheres adeptas de dietas e academia, a tal “barriga negativa” começou a ser vista e divulgada nas redes sociais, em especial o Instagram, rede onde os usuários podem postar fotos feitas por eles mesmos. Trata-se, basicamente, de um abdômen tão magro que torna os ossos do quadril mais proeminentes e as costelas mais visíveis. Desse moto, a barriga parece ser “pra dentro”, resultando nesse nome sugestivo. Nesse artigo, abordaremos um pouco mais sobre essa prática pouco saudável.

Fatores a se considerar

Alguns fatores favorecem o aparecimento da barriga negativa e denunciam o perigo da prática, que tem motivação puramente estética e nada a ver com uma vida saudável. Esse visual costuma ser louvado e incentivado em blogs de moda e malhação para mulheres, promovendo um estilo de vida nada saudável e reforçando ainda mais os padrões de beleza que já trazem sofrimento às pessoas que não se encaixam neles.

Genética – Feliz ou infelizmente, não é só exercício e dieta que trazem uma barriga negativa. Para conquistá-la, antes de tudo, é preciso tendência genética que garanta um biótipo já magro e os ossos mais proeminentes.

Baixa gordura corporal – O percentual de gordura precisa ser inferior a 10%, ou seja, abaixo do aceitável, para o aparecimento da barriga negativa. Isso causa danos sérios ao organismo, visto que a gordura faz parte de muitas funções vitais que o corpo humano realiza. Para chegar nesse percentual baixíssimo de gordura, que não acontece espontaneamente, é preciso consumir uma quantidade mínima de calorias, o que provocará desnutrição e anemia.

Queda da massa muscular – Na falta de glicose para as células trabalharem, o corpo começa a consumir o glicogênio presente na massa muscular, em um processo chamado catabolismo. Isso é resultado de uma alimentação deficiente, e vale lembrar que nossos músculos são os tecidos que dão sustentação ao nosso esqueleto e nos permitem realizar as atividades, e esse processo irá avançar cada vez mais se a pessoa ainda se força a realizar atividade física extenuante.

Riscos nessa busca

Exatamente por conta dessa barreira genética, muitas mulheres que no possuem esse biótipo podem se ver presas em uma armadilha. Mesmo fazendo exercício e dieta, não será capaz de conquistar esse tipo de abdômen, o que gerará extrema frustração consigo mesma. A tendência é tentar compensar essa frustração cortando ainda mais as calorias e se exercitando mais, acabando por gerar uma obsessão séria que poderá levar a um distúrbio alimentar ou transtornos psicológicos, como anorexia e depressão.

O estrogênio é um hormônio sexual derivado do colesterol, cuja carência poderá favorecer a osteoporose por conta do enfraquecimento dos ossos. O tecido mamário, que é composto por glândulas e gorduras, tenderá a diminuir e atrofiar por causa da carência de colesterol. O baixo peso acentuado também causará carência de leptina, um hormônio produzido pelo tecido adiposo, que parará a ovulação e a menstruação, trazendo infertilidade. Por fim, o enfraquecimento muscular trará desvios na postura e resultará em dores nas costas, já que o músculo não dará a sustentação adequada.

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (No Ratings Yet)
Loading...

Add Comment